terça-feira, 29 de setembro de 2015

População de idosos vai dobrar em 15 anos


Em 2030 a cidade de São Paulo terá mais idosos do que jovens, segundo a pesquisa da Fundação Seade. A Fundação aponta que até 2030 a proporção de idosos em relação à de pessoas com até 15 anos – classificadas como jovens pela padronização demográfica– deve dobrar, chegando a 20% da população paulistana.

Os dados apontam uma crescente, as próximas gerações de idosos serão mais ativas do que as de seus pais e avós e vão querer aproveitar melhor esse período da vida. Com essa nova fase diversos dilemas aparecem e saber lidar com tantas mudanças é o mais importante.

As psicólogas Luciana Romano e Raquel Benazzi idealizadoras do projeto Núcleo Corujas, grupos terapêuticos direcionados para terceira idade, afirmam que é necessário encontrar espaços para discutir as diversas dúvidas que surgem nesse período. “A população está envelhecendo e é necessário compreender o papel do idoso em nossa sociedade, e fazê-los entender os significados que eles dão às questões apresentadas pelo envelhecimento, aposentadoria, perdas, lutos, limitações, doenças, autonomia, resgate de valores e muitos outros temas”, destacam.

O Núcleo Corujas desenvolve um trabalho voltado a esse público que visa facilitar a o entendimento do idoso nesse momento da vida. “Sabemos que com a chegada da terceira idade muitos perdem autonomia, ficam sozinhos em casa, sofrem com ninho vazio. O intuito dos grupos é facilitar o entendimento de que a idade avançada chegará para todos, é uma fase de transição”, acrescentam as especialistas.

Os encontros têm a finalidade de promover espaço de socialização e troca de aprendizagem através de atividades em grupo. Alguns dos temas abordados com os participantes são: Velhice Cronológica, Social, Psicológica, Processo de Envelhecimento – Envelhescência, Perdas e Lutos, Metanoia - Segunda Metade da Vida, Sexualidade na Terceira Idade, Qualidade de Vida, Tecnologia, Visão da Psicologia Analítica sobre o envelhecimento e diversas oficinas terapêuticas com contos, mandalas e arte terapia.

Conheça alguns benefícios:
ü  Oferecer um espaço de socialização, acolhimento, troca e aprendizagem;
ü  Quebrar paradigmas relacionados aos limites e tabus da idade;
ü  Promover e facilitar a expressão de pensamentos, angústias, ideias e sentimentos;
ü  Ajudar no desenvolvimento da criatividade, ampliação de consciência e na criação de estratégias de enfrentamento;
ü  Resgate do sujeito como ser único;
ü  Promover o bem estar, saúde psíquica e desenvolver relações interpessoais;
ü  Ampliar a rede social e de apoio;

Mais informações no site www.nucleocorujas.com.br, ou e-mail contato@nucleocorujas.com.br, telefone: (11) 5579-5761. As vagas são limitadas. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Núcleo Corujas participa do Circuito Grávida em Forma


Evento que celebra o Dia da Gestante conta com a participação de diversos profissionais

No próximo dia 15 de agosto, acontece a 5ª Edição do “Grávida em Forma” idealizado pela personal gestante Gizele Monteiro e pela fisioterapeuta Vanessa Marques. O objetivo do projeto é promover ações que auxiliam as gestantes com a saúde durante e após a gravidez.

No evento as psicólogas Raquel Benazzi e Luciana Romano do grupo terapêutico Núcleo Corujas, farão uma palestra sobre as mudanças na vida da mulher após a maternidade, às 14h.

Para participar é simples, basta se inscrever e reservar sua vaga (vagas limitadas): Enviar para contato@gizelemonteiro.com.br seu nome, e-mail, telefone, semana gestacional e idade. 

Programação
10h às 11hs - "Médica e Gestante - Um olhar das especialistas":
- O que fazer para a saúde da mamãe e bebê;
- Os primeiros 1000 dias do bebê - benefícios de uma vida saudável para o seu bebê;
- Benefícios de uma vida saudável para a mamãe.
Com Dra. Giovana Portella - Pediatra (Instagram @dragiovanaportella) e Dra. Livia Pondorf - Ginecologista Obstetra (Instagram @ginecologiafuncional).
11h às 12hs – Circuito Grávida em Forma by Gravidez em Forma:
- Como não engordar na gravidez?
- Venha fazer um Circuito com exercícios especializados e com todos os cuidados que você e seu bebê merecem.
Com Gizele Monteiro - Personal Gestante – Diretora do programa Gravidez em Forma, e Juliana Romantini - Consultora de bem-estar.
12h às 13hs - break
13h às 14hs – Saúde          plena da gravidez ao pós-parto:
- Como preparar seu períneo para a gravidez e manter uma saúde plena no pós-parto: parto e sexualidade;
- *Pré-lançamento da equipe Mater.
Com Vanessa Marques - Fisioterapeuta - Diretora do Donna Fisio.
14h às 15hs – Um bate–papo e entrevistas com especialistas e blogueiras discutindo a maternidade e questões da gestação – Canal It Mãe Conecta, com Dani Folloni
- Dani Folloni – Jornalista / Portal It Mãe – A carreira após a maternidade;
- Aline Dini - Jornalista / Site Mãe aos 40 – A maternidade tardia;
- Lia Savaris – Coach e Personal Trainer / Blog Foca na Balança – Sua grande história de superação!! Projeto Foca na Balança;
- Dra Vania Carolina (IG @diário_de_mulher) e Dra Camila Campos – Ginecologistas e Obstetras – Sexualidade da gravidez ao pós-parto;
- Raquel Benazzi e Luciana Romano - Psicólogas e idealizadoras do Núcleo Corujas – Mudanças na vida da mulher após a maternidade.

SERVIÇO
Local: Espaço Porte: Rua Itapeti, 141 - Jd Analia Franco.
Data: 15 de agosto.
Horário: a partir das 10h às 15h30.
Entrada: Produto de higiene e cuidados para mamãe e bebê (lencinho, fraldas, cotonetes, algodão, protetor de mamas, cremes para a mamãe, sabonete líquido para o bebê, etc), que serão doados para a ONG Cervi - Centro de Reestruturação para a Vida.

Empresas que apoiam e patrocinam o evento: Porte Engenharia e Urbanismo - Mommy in Bloom - Kids Shop Prime - Núcleo Corujas - Lepok - Clínica Heras - Petite box - Arte Melada - Home Baby Assessoria - Zazou Moda Gestante - Buddha Spa – Acte Sports - Studio Carlos Torres - Press Juice Brasil.


Paternidade: uma tarefa diária!


Veja as dicas para que os pais se tornem mais presentes na vida dos filhos desde os seus primeiros dias de vida

Celebrada todos os anos no segundo domingo de Agosto, o dia dos pais é uma data comemorativa na qual são feitas diversas homenagens para todos e eles, ou para aqueles que representam a figura paterna. Nesta data filhos e filhas, celebram o relacionamento fraternal entre a família com presentes, mensagens, beijos, abraços, e demonstram todo o carinho e gratidão a esses grandes ídolos.
São poucas as definições que se encaixam quando é necessário falar desse amor, eles viram cobaias quando suas filhas gostam de maquiar e pentear, se transformam em super-heróis quando seus filhos são grandes aventureiros, se tornam pais quando seus filhos precisam que eles sejam e melhores amigos quando a única coisa necessária é um ombro, por isso, não se pode deixar de homenageá-los nesse dia que foi reservado especialmente para esses grandes homens.
Atualmente os pais estão mais presentes na vida dos filhos desde os seus primeiros dias de vida, pois essas tarefas eram mais designadas às mulheres: mães, avós, irmãs mais velhas, babás. Hoje, nossa cultura permite uma maior aproximação dos pais às necessidades do recém-nascido, e mostra uma transformação no papel paterno.

As psicólogas do grupo terapêutico Núcleo Corujas, Raquel Benazzi e Luciana Romano, afirmam que é necessário estar presente durante todo o processo, desde  a gestação até a hora do parto, e assim amadurecer a ideia de que a partir de agora, se tornarão pais.

“Ouvimos falar muito sobre o pai ser mãe, então a mãe deve permitir que ele exerça esse papel. Se ele se sentir à vontade, encorajado, estimulado pela mulher, ele poderá realizar as atividades de cuidados com o bebê e participar de todos os momentos, até mesmo da amamentação”, destacam.

As profissionais selecionaram dicas essenciais para os pais que estão curtindo a paternidade e querem exercer seu papel e ajudar a mamãe:

·         Durante a gestação, auxilie nas escolhas do enxoval do bebê e na decoração do seu quarto;
·         Escute seu filho na barriga e converse com ele;
·         Esteja presente nos momentos importantes como ultrassom e o principalmente na hora do parto;
·         Durante o parto se conseguir, corte o cordão umbilical, muitos médicos já permitem essa prática;
·         Na maternidade, ajude nos cuidados básicos e na recepção dos amigos e familiares;
·         Em casa, auxilie no banho, troca de fraldas, fazer o bebê arrotar após as mamadas, e sono do bebê.
·         Perceba a sua importância na vida de seu filho, como ele fica calmo com a sua ajuda. Assim, a relação do casal se fortalece;
·         Durante o banho interaja, faça Shantala e carinho em seu bebê;
·         Aproveite todos os momentos e consiga observar que você pode fazer todas as atividades assim como a mãe, e se tornar tão importante quanto.
·         Brinque com seu filho como se você também fosse uma criança. Coloque o filho nos ombros, brinque de cavalinho, ensine-o a jogar bola e a andar de bicicleta, conte suas histórias.

“Pai é aquele que auxilia na criação, coloca limites, dá carinho e quer estar junto do seu filho, isso sim irá criar vínculos e fortalecê-los. Aproveite tudo o que um homem tem maior facilidade em fazer: Seu papel é sempre muito importante no desenvolvimento global de seu filho!”, concluem as profissionais.

Amamentação e a volta ao trabalho é tema da Semana Mundial de Aleitamento 2015



 Essa semana é celebrada a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM). Este ano, a Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação (WABA) tem como tema gerador das discussões “Amamentação e trabalho – Para dar certo, o compromisso é de todos”.

As psicólogas Luciana Romano e Raquel Benazzi, idealizadoras do projeto Núcleo Corujas, desenvolvem um trabalho terapêutico com foco no debate dos inúmeros papéis da mulher, sua nova rotina, e os aspectos psicológicos das mudanças que a maternidade trás, realidade muito próxima da campanha deste ano.

“Um dos principais dilemas maternos é a hora da separação mãe-bebê, o momento de retornar ao trabalho. Aparentemente essa tarefa é complicada, mas, se bem realizada, é possível facilitar a readaptação à vida social e profissional e dedicar-se à amamentação nesse período”, enfatizam.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que a criança seja alimentada exclusivamente por leite materno até os seis meses de vida. Mas, normalmente a  volta ao trabalho acontece antes desse período - a legislação permite que a mãe fique em casa até os seis meses, mas a liberação é facultativa em cada empresa.

Nessa fase é possível estabelecer algumas regras para a adaptação ao novo cenário. Confira as dicas das profissionais:

  • Planejamento - comece a pensar na volta ao trabalho ainda durante a gravidez, pois a sua rotina dentro da empresa vai mudar;
  • Organize sua nova rotina, conversa com o RH;
  • Colete o leite sempre após as mamadas;
  • Inicie o armazenamento do leite 15 dias antes do retorno às atividades;
  • Acumule em um frasco de vidro com tampa de plástico e congele. Ele terá a validade de 15 dias;
  • Use uma etiqueta no frasco com data da retirada, assim é possível controlar melhor o vencimento.
  • Tire um tempo durante o expediente para retirar o leite com bombinha extratora;
  • Alimente o seu bebê no seio antes e após o trabalho;
  • Quem estiver com o seu bebê deve aquecer o frasco - em banho Maria - e oferecer ao bebê em uma colher ou copinho;
  • Evite o bico da mamadeira, pois ele pode se confundir ao ser levado aos seios e não sugar corretamente;
  • Cuidado com a validade do leite materno: Temperatura ambiente: ½ hora, Geladeira: 12 horas, Freezer: 15 dias
O Núcleo Corujas desenvolve diversos serviços especializados, grupos terapêuticos e palestras que abordam a temática da maternidade e seus desafios. 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Saiba como falar sobre luto com o seu filho


A morte é um assunto muito difícil até mesmo para os adultos. Falar sobre o tema é ainda mais delicado, quando a necessidade é explicar aos filhos o que isso significa. As crianças precisam de apoio e sinceridade nos momentos em que devem encarar esse tipo de perda.

As psicólogas do Grupo Terapêutico Núcleo Corujas, Luciana Romano e Raquel Benazzi, selecionaram algumas dicas para facilitar o diálogo a respeito do tema. As especialistas afirmam que é necessário aprender a lidar com esse sentimento de perda e frustração desde a infância para o melhor entendimento do tema ao longo da vida.

Qual é o melhor momento para falar sobre morte com as crianças?
O ideal é que seja por um questionamento ou, de fato, um acontecimento. Porém, é de extrema importância que ela entre, aos poucos, em contato com esta temática, algumas atividades podem ajudar, por exemplo: plantar sementinhas e ver que elas nascem se desenvolvem e morrem e assim, deixá-la perceber o que acontece com a planta após ela morrer. Comumente surgem perguntas como: “Ela vai voltar? Posso replantar? Ela ainda vai beber água?”. Para a criança que ainda está ligado ao mundo da fantasia, essas situações a ajudam a entender que a morte é algo irreversível, assim, com certeza vão criar instrumentos internos para lidar com isso ao longo da vida.

Em casos de morte de parentes, ou animais de estimação, muitos pais optam por inventar histórias e contar algumas mentiras para aliviar a dor dos filhos. Como os pais devem agir nesses casos?
Contar mentiras nunca é o mais apropriado, pois faz com que a morte seja algo que deva ser ocultado e revela a própria dificuldade do adulto em falar do assunto com naturalidade. Não tenha medo de usar a palavra “morte” com a criança, essa angústia é do adulto não dela. A morte é um processo natural da vida, e deve ser tratada como tal. Quando ocorrer uma morte, a pior conduta a se tomar é criar histórias ou mentiras para aliviar a dor. A dor é inevitável e é preciso que a criança saiba disso, pois com certeza a vida mostrará isso a ela com o tempo.

Por isso, primeiramente os pais devem responder a eles mesmos “O que é morte” e lembrar que a criança é mais concreta, portanto, para ela é difícil fazer uso de metáforas, como: “vovô está no céu”, “dormiu para sempre” ela pode criar muitas fantasias e começar a sentir medo de dormir, ou de ver os pais dormindo. Outro ponto muitíssimo importante é atentar-se para responder exatamente àquilo que a criança perguntou, não antecipe questões que ela não se interessou. Por exemplo: se ela perguntar: “o que aconteceu com o vovô?”, responda a verdade, de forma honesta e carinhosa, mas não fale sobre demais questionamentos que podem ser do próprio adulto neste momento.

Você pode dizer que entende a morte de determinada maneira, mas que não existe resposta certa, cada um encontra àquela que acredita. Caso não saiba responder, seja franco e diga “isso a mamãe não sabe responder, o que será que podemos pensar filho?”. Afinal, a morte sempre foi e ainda é um mistério para todos.

Hoje existem muitos livros que ajudam a falar da morte, contam sobre perdas de animas, avós. Se desde o início a morte for tratada como natural, a criança poderá compreender esse momento como uma fase da vida e aprender a lidar com isso com menos sofrimento.

Como os pais devem abordar o tema? Há algum método que possam indicar?
Muitas vezes a própria criança perguntará sobre. Caso não ocorra, deve ser abordado quando ocorrer na família ou quando estiver na iminência de acontecer, como doenças e internações. Abra espaço para as dúvidas e expressão!

Qual é a melhor idade para iniciar essa discussão?
Se isso nunca ocorreu na sua família, já deve ter ocorrido na família de algum amigo de seu filho e ele irá trazer o assunto à tona em casa e terá que ser discutido. Alguns desenhos falam sobre a morte como o Bambi e O Rei leão, eles fazem com que a criança entre em contato com a temática. Se quiser trazer essa discussão para a família, a idade mais apropriada é a partir dos sete anos de idade, na fase escolar, quando a criança está com o desenvolvimento psíquico mais amadurecido para absorver suas informações e compreender o caráter irreversível e universal. Porém, essa questão deve partir da criança ou de uma situação real que ela está vivendo.

É indicado levar os filhos em rituais como velórios, enterros?
Os rituais da morte ajudam no processo de luto, dão conforto, sinalizam a finalização da vida e trazem maior entendimento psíquico para todos, inclusive as crianças. Quando os pequenos vão a algum ritual, deve-se primeiro perguntar se ela deseja ir e explicar como será a cerimônia, para ela decidir se quer ou não ir.

Depois acompanhe a criança o tempo todo e veja como ela se comporta se precisa de apoio e explicações. Fique atento e sempre tente tratar o assunto com naturalidade. Não minta e não esconda o seu sofrimento, eles fazem parte do ritual. Se decidir levar seu filho em um velório, esteja disponível para ir embora no momento em que ele quiser, pois ele assim mostrará seus limites.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Gravidez Fitness – O que pode ser considerado saudável?


Por: Luciana Romano e Raquel Benazzi

Há algumas semanas, a modelo Sarah Stage publicou fotos com uma barriguinha sarada, algo normal, se ela não estivesse no oitavo mês de gravidez. A repercussão foi enorme, surgiram várias dúvidas sobre as recomendações de atividades físicas para gestantes.  Será que a prática de exercícios físicos afeta o desenvolvimento do bebê que está a caminho? Até que ponto é saudável? Quais os cuidados que as mamães de primeira viagem devem ter ao praticar exercícios ao longo da gestação?

São inúmeros questionamentos, vale lembrar que cada caso é único, a gestante que não tem contraindicações médicas, por exemplo, pode e deve realizar atividade física, afinal o exercício ajuda no condicionamento, diminui riscos de diabetes gestacional, reduz as comuns dores na lombar e, também, auxilia no bem-estar emocional e mental da mamãe.

Nesse período, as recomendações básicas são treinos de baixo impacto e de intensidade leve a moderada, sempre acompanhada de um profissional da área e com a liberação do seu médico. Pilates, yoga, hidroginástica e caminhadas estão entre as atividades mais procuradas entre as gestantes.

Pra quem já tinha o hábito de fazer exercícios antes da gravidez e está sem contra indicações médicas, a rotina segue leve mudanças, pois o corpo está adaptado. Em caso de atletas, é possível exercitarem-se em intensidade maior com mais segurança. Entretanto, em ambos os casos recomenda-se uma avaliação mensal do médico e o acompanhamento de educador físico.

Muitas mamães também iniciam os exercícios para a estimulação e preparação do parto normal, o que realmente ajuda, mas devem ser feito com a ajuda de profissionais que irão indiciar o melhor treino para cada gestante. Hoje em dia, diversas academias são especializadas em gestantes e possuem aulas diferenciadas para elas.

Outro ponto a ser discutido é a estética nesse período. A mulher normalmente, até pela intensa cobrança social, sente-se insatisfeita com seu corpo e deseja sentir-se bem consigo mesmo. Já na gestação, essa preocupação intensa e excessiva ainda é rara, mas podem-se observar alguns casos.

Quando se está grávida a mudança corporal é inevitável e junto com a alteração hormonal, a sensibilidade e a fragilidade emocional da mãe intensificam, onde pode colaborar para que crie uma imagem corporal negativa de si mesma, fazendo-a buscar um ideal, que nem sempre é aconselhado na gestação.

Essa necessidade em controlar o peso pode virar uma preocupação excessiva e a gestante opta por dietas radicais. Em alguns casos, é possível identificar distúrbios alimentares, principalmente quando a mulher já sofreu com esse problema antes da gravidez.

Por isso, é preciso tomar precauções, se o papai perceber algo de diferente, deve acolher e conversar com a mulher para tentar mostrar que não há necessidade de exagerar, pois é prejudicial. Antes de tomar qualquer decisão é melhor conversar com o médico e procurar ajuda de um psicólogo para orientação.


terça-feira, 26 de maio de 2015

Tentantes: Saúde emocional X gravidez


 O acompanhamento psicológico auxilia os futuros pais a lidar com a expectativa da chegada de um novo membro na família

Decidir ter um bebê e, por algum motivo, isso não acontecer, gera medos e inseguranças que podem transformar a vida do casal. A crise instala-se a partir do rompimento das expectativas e da frustração, se intensifica na medida em que novas frustrações acontecem, principalmente, pelo ponto de vista social (familiares e amigos), financeiro, emocional e físico que os envolve.

Luciana Romano, idealizadora do projeto Núcleo Corujas, afirma que essa fase desperta uma verdadeira confusão de sentimentos. “É comum observarmos casais que sofrem de angústia, frustração, ansiedade, sensação de fracasso, sentimento de menos valia e impotência, humor deprimido, revolta com o destino e com a fé entre outros, nesses casos o auxílio psicológico é essencial”, explica.

Além das emoções a flor da pele, a intimidade fica enfraquecida e o sexo torna-se mecânico, sem espontaneidade. O foco constante nesta temática prejudica a convivência e a relação do casal. É comum observar que um dos dois, tenha dificuldade em expressar suas decepções, cansaços ou que gostaria de adiar as tentativas.

É necessário o equilíbrio entre a saúde física e emocional para que as possibilidades de gravidez aumentem. A neurociência elucidou a inter-relação entre sistemas nervoso (mente), endócrino e imune. Dependendo das emoções apresentadas e vivenciadas, há alteração na liberação dos hormônios sexuais (estrógeno e progesterona), do cortisol e adrenalina (estresse, ansiedade, expectativa negativa, mau humor), o que justifica a influência do emocional na dificuldade em engravidar.

Graças ao avanço da medicina, é possível encontrar diferentes tratamentos para infertilidade, mas eles costumam ter alto custo e prazos muito longos o que provoca, além da mudança nos investimentos, um nível alto de desgaste físico e emocional. “O processo é desgastante, cansativo e invasivo. O nível de estresse sentido pelo corpo é alto e isso influência diretamente no sistema endocrinológico, imunológico e nervoso da mulher”, explica Luciana.

O primeiro passo é a aceitação, assumir que o casal possui dificuldade para engravidar e procurar ajuda, conscientizando-se do problema. A procura pelo tratamento deve ser de comum acordo do casal e não somente de uma das partes. Após esta decisão em conjunto, o casal deve buscar um médico que lhe transmita confiança e inicie a investigação.

Raquel  Benazzi, idealizadora do projeto Núcleo Corujas, acrescenta que o diálogo entre o casal é fundamental “Conversem muito entre si e com outros casais que também passaram ou que passam pela mesma situação. Não esqueçam da relação conjugal, intimidade e do diálogo que são tão necessários  para o desenvolvimento de uma família. Procurem ajuda se necessário e não se sintam mal por isso, percebam suas necessidades”.

Sobre o Núcleo Corujas

O Núcleo Corujas oferece diversos serviços especializados, grupos terapêuticos, palestras como: a chegada do irmão; retorno ao trabalho pós licença-maternidade; cuidados básicos com o bebê; cursos para avós e babás; gestação de alto risco; Shantala; banho de ofurô; entre outros.

Sobre os grupos Terapêuticos

O Núcleo Maternagem é espaço de aprendizagem e apoio para que futuras mamães possam expor ansiedades e angústias desta fase. O grupo realiza oito encontros com temas direcionados para cada fase da gestação.

E para a terceira idade, a quebra de tabus e resistências impostos pela sociedade são os principais temas conduzidos pela equipe especializada. Os encontros [também são divididos em oito fases com teoria e atividades práticas.